Carlos Sena garante que o Governo não protegerá suspeitos e questiona demora nas detenções

O ministro da Administração Interna, Carlos Sena, afirmou que o Governo não protegerá pessoas que tenham cometido crimes, depois da emissão de mandados de detenção ligados a factos ocorridos em 2016 e 2017. As declarações foram feitas esta quarta-feira, dia 4, durante uma visita de trabalho ao município de São Miguel.
Segundo a notícia, Sena confirmou que tomou conhecimento dos mandados emitidos pelo Ministério Público, mas salientou que os acontecimentos investigados são anteriores à entrada em funções do atual Governo. O ministro também levantou dúvidas sobre o tempo decorrido entre os factos e as detenções, defendendo que a demora deve ser esclarecida.
“Este Governo não vai proteger ninguém que cometa crimes”, declarou. Ao mesmo tempo, frisou que os elementos conhecidos até agora são indícios e não equivalem a uma acusação ou a uma condenação. Pediu que a Justiça possa cumprir o seu papel e invocou a presunção de inocência como princípio essencial num Estado de direito.
Sena disse ainda que, caso os factos venham a ser confirmados, serão inaceitáveis, sobretudo se estiverem envolvidos agentes que tenham traído a farda, o país e os colegas. Assegurou que o Governo pretende agir com transparência, respeitar a Justiça e garantir a segurança da população.
O governante acrescentou que o cumprimento dos mandados demonstra que processos deste tipo não serão deixados sem seguimento. “Não vamos permitir que, a partir de agora, nenhum processo seja engavetado”, afirmou, conforme relatado pela fonte.
A demora voltou a ser um dos pontos centrais das suas declarações: Sena questionou como interceções telefónicas realizadas em 2016 e 2017 só terão conduzido a detenções em 2026. A notícia não identifica as pessoas abrangidas pelos mandados nem apresenta mais detalhes sobre o processo.
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