Francisco Carvalho ouve emigrantes e promete discutir entraves nos serviços

Francisco Carvalho ouviu queixas de cabo-verdianos residentes nos Países Baixos durante um encontro comunitário em Roterdão, no domingo, 25. Alfândegas, atendimento bancário, combustíveis e segurança estiveram entre os assuntos levantados, numa conversa em que o primeiro-ministro admitiu levar algumas das preocupações às entidades responsáveis.
Segundo a notícia, os participantes relataram demoras no desembaraço de mercadorias, exigências documentais sucessivas e longos tempos de espera em serviços públicos e bancos. Também foi mencionada a situação de antigos estudantes que terminaram os cursos, mas não conseguem levantar os diplomas por terem dívidas. Carvalho disse que procuraria dialogar com os bancos sobre condições de atendimento dirigidas aos emigrantes e defendeu que os problemas apresentados sejam acompanhados até aos próximos encontros.
No tema aduaneiro, o governante considerou que o processo deveria ser simplificado e concentrado num único documento, com melhor coordenação entre os intervenientes e sem encargos adicionais para os cidadãos. O tratamento de bidões enviados às famílias também foi discutido. Carvalho defendeu a distinção entre bens destinados ao consumo familiar e importações comerciais, sem desconsiderar as obrigações fiscais das empresas.
Após a reunião, afirmou que é necessário reforçar o pessoal e acelerar a verificação das mercadorias por scanner. Sobre a retenção de diplomas, explicou que a gratuitidade do ensino superior cobre o período previsto para concluir o curso, enquanto os custos decorrentes de reprovações cabem aos estudantes; acrescentou, contudo, que situações particulares com motivos atendíveis podem ser analisadas.
O encontro incluiu ainda preocupações com a subida dos combustíveis e a prevenção da criminalidade. A notícia não apresenta uma solução concreta para cada questão, mas descreve o compromisso de Carvalho de manter o diálogo e dar seguimento aos casos expostos pela comunidade cabo-verdiana nos Países Baixos.
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