José Soares explica por que candidatos à polícia vão dispensar novos testes psicológicos

José Soares
O recrutamento de novos agentes da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) avançará para a fase de exames médicos sem que os candidatos façam novamente provas psicológicas. Segundo o presidente do júri de recrutamento, o comissário assistente José Soares, a seleção vai aproveitar os resultados obtidos pelos concorrentes em testes realizados em 2025. Ao todo, 491 candidatos deverão comparecer à avaliação de saúde, prevista para 13 de novembro de 2026. Antes disso, os concorrentes aprovados na prova cultural poderão, entre 1 e 12 de novembro, consultar os seus nomes nos comandos municipais e esquadras. O processo abrange candidatos dos 12 municípios, da Região Administrativa Especial de Oé-Cusse Ambeno e de Ataúro. De acordo com Soares, mais de 11 mil pessoas fizeram a prova cultural, e 562 foram aprovadas nessa etapa. A comissão cruzou as notas culturais com os resultados dos exames psicológicos anteriores e concluiu que 491 candidatos cumprem os critérios para seguir para a avaliação médica. O responsável explicou que a comissão pretende divulgar de uma só vez os resultados finais da prova de saúde, para evitar que candidatos de localidades distantes tenham de fazer deslocações repetidas. A comissão concluiu um relatório sobre as provas cultural e psicológica e pretende entregá-lo ao comandante-geral da PNTL, além de enviar uma cópia ao ministro do Interior. Segundo Soares, o documento deverá permitir que as autoridades conheçam os procedimentos adotados na seleção. A decisão, porém, recebeu críticas. Nelson Belo, diretor executivo do FM, considerou irregular o recurso às notas antigas. Na avaliação dele, se a prova cultural foi renovada e aplicada com um sistema digital e eliminatório, os exames psicológico e médico também deveriam seguir os novos mecanismos. Belo manifestou preocupação com possíveis prejuízos para os candidatos, mas o relato disponível não detalha a resposta da comissão às críticas.
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