Natanzinho Lima tem show gratuito suspenso em Paraisópolis por falta de licenças

Natanael Cesário Dos Santos
A apresentação gratuita que Natanzinho Lima faria em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, foi suspensa após uma vistoria da Polícia Militar apontar que o evento não tinha as licenças exigidas para garantir a segurança do público. O show estava marcado para sábado (7) e também serviria como gravação de um DVD do cantor. Em comunicado, Natanzinho lamentou o cancelamento e atribuiu a decisão ao tamanho da multidão, que teria superado as expectativas, e à insuficiência do esquema de segurança para receber tanta gente. “Família Paraisópolis, desculpa”, publicou o artista. A organização afirmou que pretende remarcar a apresentação quando houver condições adequadas para a realização. O cantor contou nas redes sociais que parte do público já estava reunida diante do palco por volta das 9h. Segundo ele, foi o empresário quem o acordou para dar a notícia de que o evento não aconteceria. Natanzinho disse que levar o show à comunidade era um sonho seu e se mostrou abatido com a suspensão. A Secretaria de Segurança Pública informou que a apresentação não possuía as autorizações necessárias. O Corpo de Bombeiros também autuou o Campo do Palmeirinha, local previsto para receber o evento. De acordo com as autoridades, a atuação foi preventiva e não havia registro de ocorrências até o momento. A PM manteve reforço de policiamento na região para proteger moradores e frequentadores e preservar a ordem. A notícia do cancelamento chega em meio à repercussão de um levantamento sobre contratos públicos de shows. O estudo do observatório De Olho nos Ruralistas, divulgado em julho, apontou Natanzinho como o artista com maior valor contratado por prefeituras e governos estaduais desde 2024: R$ 158,1 milhões para 336 apresentações, segundo o relatório. Os números foram compilados a partir de bases públicas, diários oficiais e informações de órgãos de controle. A pesquisa analisou contratos de eventos realizados em 2024, 2025 e no início de 2026, considerando acordos firmados até 31 de março.
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