Stephen Miller ganha ainda mais poder na Casa Branca após derrota republicana

Stephen Miller foi escolhido para chefiar o gabinete da Casa Branca, tornando-se uma das figuras com maior influência junto de Donald Trump. Aos 41 anos, o advogado vai substituir Susie Wiles, numa mudança anunciada depois da derrota dos republicanos nas eleições intercalares, segundo a notícia.
Conselheiro de longa data do Presidente norte-americano, Miller é apontado como um dos principais responsáveis pela orientação restritiva da política migratória da administração. A nomeação poderá reforçar o seu papel na definição das prioridades do governo e na coordenação do funcionamento diário da Casa Branca, incluindo o acesso ao Presidente.
A trajetória familiar do novo chefe de gabinete contrasta com algumas das posições que defende. Nascido em Santa Monica, na Califórnia, em 1985, cresceu numa família judia e é neto de imigrantes. Os antepassados maternos, oriundos da Bielorrússia, emigraram para os Estados Unidos em busca de melhores condições de vida.
Depois de se licenciar em Ciências Políticas pela Universidade Duke, em 2007, Miller começou a trabalhar como assessor de congressistas republicanos, entre eles Jeff Sessions. Ganhou maior visibilidade durante a primeira administração Trump, quando defendeu a construção de um muro na fronteira com o México e a proibição de entrada de cidadãos de vários países de maioria muçulmana.
Em 2018, esteve também associado à política que separou crianças dos pais que atravessavam ilegalmente a fronteira, deixando centenas de menores afastados das famílias. Mais recentemente, ajudou a delinear a promessa de Trump de realizar a maior operação de deportação da história dos Estados Unidos, de acordo com o artigo.
Casado com Katie Miller, antiga assessora de comunicação da administração Trump, Stephen Miller tem quatro filhos. Com a nova função, passa a coordenar o trabalho quotidiano da Casa Branca e a ter um papel reforçado na ligação direta ao Presidente.
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