Tamara Klink revela o papel decisivo da avó em suas aventuras no mar

Antes de se lançar sozinha ao mar, Tamara Klink compartilhou seus planos com alguém em quem confiava profundamente: a avó, Anna Francesca Wolf Bandeira, carinhosamente chamada de Dona Anna. A velejadora contou que, aos 23 anos, revelou a ela a intenção de navegar em solitário. Por um período, a avó foi sua principal apoiadora e a única pessoa a conhecer os projetos de navegação.
A relação entre as duas também aparece nas lembranças reunidas por Tamara no livro “Bom dia, inverno”. Durante as travessias, ela reservava os 50 minutos de ligação via satélite disponíveis para o último dia do mês, justamente para conversar com Dona Anna. O contato era tão importante que ajudava a manter perto uma presença querida mesmo quando a velejadora estava longe de casa.
A avó também deixou sua marca na história dos barcos de Tamara. Foi ela quem sugeriu o nome Sardinha para o primeiro veleiro da neta, uma escolha ligada ao tamanho pequeno da embarcação. E uma saudação que a navegadora costuma usar em vídeos publicados nas redes sociais durante as viagens — “Oi, vovó” — tornou-se uma espécie de assinatura afetuosa.
Tamara resume a ligação entre as duas dizendo que, antes de ser navegadora, é neta de sua avó. Ao falar sobre a importância desses vínculos, incentiva as pessoas a aproveitarem o tempo com os avós e a valorizarem cada encontro. A história mostra uma dimensão pessoal da aventura: por trás da coragem para enfrentar o mar, há também uma relação familiar que acompanhou a velejadora desde o começo.
A experiência de Tamara será tema de uma conversa em Brasília, no Metrópoles Talks. No encontro “Travessias pessoais: Desafios, coragem e o que aprendi sozinha no mar gelado”, ela deve partir das histórias vividas no oceano para abordar decisões em cenários incertos, medo, riscos e aprendizados. A palestra está marcada para 2 de dezembro, às 20h, no Auditório Planalto do Ulysses Centro de Convenções.
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