Xanana Gusmão exige disciplina aos grupos de artes marciais e alerta para conflitos

O primeiro-ministro timorense, Kay Rala Xanana Gusmão, pediu aos grupos de artes marciais que orientem as suas atividades por disciplina, respeito e responsabilidade. Segundo a notícia, o chefe do Governo alertou que estas práticas devem desenvolver capacidades e autocontrolo, e não servir de pretexto para agressões, destruição de casas ou danos em bens alheios.
Xanana falou no Palácio Presidencial, em Bairru-Pité, e recordou que as artes marciais têm origem em técnicas de luta e defesa. Na sua visão, porém, o treino deve transformar essa herança numa atividade regulada, com exercícios e competições para demonstrar capacidades, sem que os praticantes procurem ferir uns aos outros.
O primeiro-ministro mencionou grupos como PSHT e IKS, que, segundo ele, vieram da Indonésia e não tiveram origem em Timor-Leste. Disse ainda que estas organizações se desenvolveram no país ao longo das últimas décadas. Embora um Governo anterior tenha suspendido as atividades e depois permitido o seu regresso sob condições de controlo, Xanana considera necessário reforçar a fiscalização: alguns dirigentes, afirmou, ainda não conseguem orientar todos os membros.
O governante pediu também que os grupos respeitem as leis, a soberania e a identidade nacional timorenses. Manifestou preocupação com juramentos e demonstrações de lealdade à bandeira indonésia e descreveu como as rivalidades podem atingir famílias: parentes ligados a grupos diferentes podem envolver-se em confrontos e chamar outros membros para a disputa.
Na avaliação de Xanana, situações desse tipo podem exigir a intervenção da Polícia Nacional e das Forças de Defesa para restabelecer a ordem pública. Ele saudou a ausência de incidentes graves durante as celebrações do Dia dos Finados, mas, de acordo com a notícia, recordou um caso recente em Beto como motivo para manter atenção à segurança e ao controlo das atividades.
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